Dia Internacional da Mulher: pelo direito à saúde, dignidade e igualdade

08 Março 2025

No Dia Internacional da Mulher, o GAT, em parceria com a AHF (AIDS Healthcare Foundation) e em conjunto com as MANAS, reforça o seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, em particular das mulheres que vivem com VIH, das trabalhadoras do sexo e das mulheres migrantes. A luta pela igualdade só é possível com acesso universal à saúde, combate à discriminação e garantia de direitos fundamentais.

O acesso à informação e aos serviços de saúde continua a ser um dos principais desafios enfrentados por mulheres em situação de vulnerabilidade. A falta de educação sobre prevenção e tratamento do VIH, a precariedade no acesso a serviços médicos adequados e o estigma associado ao VIH e ao trabalho sexual criam barreiras que limitam a autonomia e o bem-estar de milhares de mulheres. Neste contexto, o GAT exige medidas concretas para garantir que todas as mulheres, independentemente do seu estatuto migratório ou contexto social, possam aceder a cuidados de saúde dignos e não discriminatórios.

A discriminação nos serviços de saúde, a falta de assistência legal para mulheres migrantes e a exclusão social de quem vive com VIH são problemas estruturais que exigem ação imediata. O GAT continua a trabalhar para oferecer apoio direto e envolver comunidades na construção de redes de suporte, promovendo a confiança necessária para que as mulheres possam procurar serviços de saúde sem medo de preconceito ou represálias.

Neste 8 de Março, o GAT e a AHF estiveram presente na marcha feminista, distribuindo 100 kits com preservativos internos e externos, gel lubrificante e informação sobre a PrEP. Uma iniciativa feita em colaboração com o GAT IN Mouraria e as MANAS, que há um ano reivindicaram, em conferência, uma estratégia nacional com políticas inovadoras sobre consumo de drogas. Apesar da chuva, os nossos lenços feministas coloriram a manifestação, simbolizando a força e a resistência da luta pelos direitos das mulheres.

A defesa dos direitos das mulheres não pode ser apenas um compromisso anual. É urgente que governos, instituições e a sociedade civil trabalhem ativamente para garantir que nenhuma mulher seja deixada para trás. O GAT reafirma a sua missão de lutar por um mundo mais justo, onde a saúde, a dignidade e a igualdade sejam uma realidade para todas.

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Fotos: Lari Lewandoski