GAT, AHF e MANAS assinalam o Dia da Saúde Menstrual com ação de proximidade em Lisboa

30 Maio 2025

Para assinalar o Dia Internacional da Saúde Menstrual, celebrado a 28 de maio, o GAT, em parceria com a AIDS Healthcare Foundation (AHF), as MANAS e o projeto Lisboa Invisível, promoveu uma ação de rua com distribuição de kits de saúde menstrual em Lisboa. A iniciativa contou ainda com o apoio da APF Lisboa e das Oblatas Portugal.

A primeira atividade, decorrida a 22 de maio no espaço Disgraça, promoveu uma roda de partilha e sensibilização dinamizada pelas MANAS, finalizando a atividade com uma linha de montagem dos kits a serem distribuídos na semana seguinte. Já no dia 28, equipas das organizações parceiras estiveram em vários pontos da cidade, com abordagem direta a pessoas em situação de sem-abrigo, migrantes e outras populações vulnerabilizadas - veja as fotos. Foram distribuídos copos menstruais, pensos e toalhitas de saúde íntima — produtos essenciais para garantir o bem-estar e a dignidade de quem menstrua.

A ação foi promovida pelo GAT e integra os esforços globais da AHF para combater a precariedade menstrual e reforçar a ligação entre saúde menstrual, direitos sexuais e reprodutivos e prevenção do VIH. “A falta de acesso a produtos menstruais adequados compromete a saúde física e emocional, e perpetua desigualdades que atingem de forma desproporcional quem já vive em situação de vulnerabilidade”, referem as entidades envolvidas.

Globalmente, quase 2 mil milhões de pessoas menstruam. No entanto, 500 milhões vivem em precariedade menstrual — sem acesso a produtos, infraestruturas seguras e comunidades acolhedoras. Esta precariedade pode afetar a saúde mental e limitar o acesso a cuidados essenciais. A informação é essencial para assegurar o direito à saúde, com esse objetivo, em parceria com a APF Lisboa e as Irmãs Oblatas Portugal, foi dinamizada uma sessão informativa sobre saúde menstrual com as MANAS e utentes do GAT IN Mouraria.

Com esta ação, o GAT, a AHF e os seus parceiros reafirmam o compromisso de lutar contra a desigualdade e o estigma associados à menstruação, promovendo a equidade menstrual como parte de uma resposta interseccional à saúde e aos direitos humanos.