GAT e parceiros avançam na tripla eliminação do VIH, hepatite B e sífilis na lusofonia

12 Setembro 2025

Entre agosto e setembro de 2025, o GAT - Grupo de Ativistas em Tratamentos, em parceria com organizações locais e com o ISPUP – Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, realizou visitas de trabalho a Cabo Verde e a São Tomé e Príncipe no âmbito da Rede Lusófona de Rastreio Comunitário Integrado.

Estas missões inserem-se no projeto financiado pela Secretaria de Estado da Saúde de Portugal, através do programa Saúde No Junta, que tem como objetivo aumentar a resposta de rastreio comunitário integrado às infeções pelo VIH, hepatite B e sífilis, promovendo a utilização de diferentes testes rápidos no mesmo modelo de rastreio. Esta abordagem contribui para a tripla eliminação destas infeções em mulheres e raparigas em idade produtiva, reforçando o papel essencial da saúde comunitária nos países lusófonos.

Cabo Verde: capacitação e troca de experiências

De 17 a 22 de agosto, a equipa do GAT esteve em Cabo Verde em parceria com a VERDEFAM e o ISPUP. Durante esta semana, foi possível:

  • Conhecer e fortalecer os laços com as instituições parceiras locais;
  • Trocar experiências diretamente com as equipas comunitárias no terreno;
  • Acompanhar o funcionamento dos locais de rastreio e os procedimentos implementados.

Esta imersão permitiu compreender melhor os desafios locais, identificar boas práticas e apoiar a consolidação de serviços de proximidade, essenciais para a sustentabilidade da resposta em saúde. Algumas das fotografias destas ações estão disponíveis no Instagram do GAT.

São Tomé e Príncipe: formação e alinhamento de práticas

De 1 a 5 de setembro, a visita a São Tomé e Príncipe, em parceria com a ASPF – Associação Santomense de Planeamento Familiar e o ISPUP, teve como foco principal o reforço da formação dirigida a técnicos de rastreio, a atualização de conhecimentos técnicos e o alinhamento com normas nacionais e internacionais de qualidade.

Neste período, o GAT e parceiros participaram nas celebrações dos 50 anos das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, ocasião em que foi promovido o rastreio integrado para a população santomense.

Além da capacitação, a missão permitiu:

  • Reunir com membros da ASPF e associações parceiras locais, como a Associação Apoio à Vida, a ANAPRASSEM – Associação Nacional de Pessoas em Risco e Atingidas por Doenças de Transmissão Sexual e o Centro Nacional de Endemias;
  • Acompanhar ações de rastreio no terreno, tanto no centro da cidade como em Cantagalo;
  • Fortalecer a resposta comunitária na lusofonia.

As visitas a Cabo Verde e São Tomé e Príncipe reforçam o compromisso do GAT em trabalhar lado a lado com parceiros lusófonos para fortalecer a resposta comunitária integrada em saúde, promovendo a partilha de experiências, a capacitação técnica e a criação de soluções sustentáveis e alinhadas com as necessidades locais.